terça-feira, 5 de julho de 2011

Sustentabilidade e Mídias Sociais



O Dia Mundial do Meio Ambiente, no ano Internacional das Florestas marca o início da mais importante jornada rumo à SUSTENTABILIDADE. A partir de agora, qualquer que seja sua atuação profissional, você estará intimamente ligado ao tema. Quanto mais familiarizado e atuante você estiver maior serão suas possibilidades de desenvolvimento pessoal. A verdade é que todo mundo fala sobre emissão de carbono, reciclagem, desmatamento, reuso da água, produtos orgânicos, poluição, lixo, selo verde, ISO 14.000, energia limpa e até mesmo sustentabilidade sem realmente saber do que se trata. Para piorar, poucos compreendem como tudo isso está interligado e o quanto afeta diretamente suas decisões. Hoje o melhor caminho para aprender, ficar sintonizado e acompanhar as questões de sustentabilidade, são as mídias sociais. Todos, de alguma forma, estão conectados, mas poucos sabem como otimizar os resultados.
Nessa semana, o que podemos falar do meio ambiente? Estamos ainda digerindo a reunião do G8 na Normandia (França), a preparatória para a COP 17 em Durban (África do Sul) e o fracasso do Código Florestal na Câmara dos Deputados. Os deputados votaram na “Licença para Matar” e anistia aos crimes ambientais. O que mais impressionou foi a propaganda de que os ambientalistas (chamados de uma forma pejorativa) eram contra o desenvolvimento e queriam acabar com os agricultores pobres ou pobres agricultores. Teve muita gente que acreditou (honestamente) nessa bobagem e veiculou através de blogs, Facebook, twitters e conversas de bar de que esses radicais queriam impedir o Brasil de crescer. Como se não bastasse, teve aqueles que disseram que tudo isso não passava de uma conspiração de estrangeiros, que já haviam destruído suas próprias florestas e agora queriam “meter o bedelho” no nosso país. Só não dá para rir porque as consequências são bem sérias para todos nós. O que muda no Código Florestal Brasileiro é que apenas as Unidades de Conservação continuarão protegidas enquanto as encostas dos morros, beira de rios e a nossa rica biodiversidade poderão ser desmatadas em nome de… sei lá do que! A riqueza (em dinheiro mesmo) da biodiversidade, por hectare, da floresta Amazônica é muito maior que, por exemplo, a plantação de soja. Só fazer as contas. Quem leu o relatório do IPEA (08/06/2011), uma agência do governo federal, consegue entender claramente o desastre que está ocorrendo e a gravidade quanto ao futuro, agora nas mãos do Senado, do Código Florestal Brasileiro. Para se ter uma ideia o Código quer anistiar uma área do tamanho do RS. A situação está tão crítica que o Ministério do Meio Ambiente foi obrigado a criar o Gabinete da Crise para reduzir o desmatamento da Amazônia. Ou seja não há como ficar neutro nessa questão. O impacto em todos os negócios será crítico e, portanto torna-se importante conhecer profundamente as questões da sustentabilidade. Enquanto a Anfavea comemora recorde na produção de automóveis no primeiro trimestre desse ano, o trânsito de São Paulo chora! Tem algo errado nessa equação!
Novamente, a mídia social é o caminho para esse entendimento e aprendizagem. O efeito desse “boca a boca” pode fazer uma grande diferença. Vejam o artigo que publiquei na Revista de RH, “Recursos Humanos Sustentáveis” . No mês de agosto estarei dando um curso sobre Mídias Sociais e a Sustentabilidade . A classe terá apenas 16 pessoas para a que a gente consiga interagir individualmente na área de cada um.
Nesse momento o Código Florestal Brasileiro é o principal tema no meio ambiente e precisa da nossa atenção. Procurem se informar bem com quem vocês confiam. Eu pessoalmente gostei muito do artigo do biólogo Joaquim Maia Neto e da matéria sobre o Manifesto em Defesa das Florestas.
Estamos em contagem regressiva para a Rio + 20, que será o evento mais importante para o meio ambiente.

sábado, 1 de janeiro de 2011

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1 de Janeiro de 2011
Primeiro dia dessa década que promete ser a década da Educação, ou melhor, da Aprendizagem.
A última década consolidou as mídias sociais na Internet, derrubou mitos tombados pelo patrimônio histórico do poder vigente, deu voz a milhares de cidadãos distantes da mídia, deixou involuntariamente mais transparente as ações de governo, permitiu que a leitura fosse mais acessível, tirou a espiritualidade do armário, rompeu a barreira das línguas e linguagens, tornou a sustentabilidade sustentável e principalmente abriu as portas para o Conectivismo na Educação. A conexão com, de alguma forma, tudo e todos vai permitir essa revolução da Educação. Bem vindos a 2011!
Imaginem só... se alguém na década de 90 afirmasse que na próxima década os EUA teria um presidente negro, que o Lula seria eleito e os bancos teriam lucros recordes em seu governo, que a Volvo seria Chinesa, que o Niemeyer faria 103 anos, que tristemente Sérgio Vieira de Mello não substituiria o Kofi Annan na ONU, que a tradicional Burger King seria Brasileira, que as torres gêmeas (EUA) seriam derrubadas por aviões de passageiros, que o George Bush assumiria a presidência dos EUA mesmo tendo perdido para Al Gore nas urnas, que o tal do bug do milênio (Y2K) não faria mal a ninguém, que o Lehman Brothers fecharia, que a Arthur Andersen teria sua reputação destruída, que uma empresa chamada Google seria uma das marcas mais valiosas do mundo, que avançaríamos muito pouco na terapia genética, que a natureza bateria tão forte e que Plutão deixaria de ser um planeta. Uma década inacreditável!
Com certeza essa década promete nos surpreender ainda mais. Quem se arrisca a fazer previsões? Nenhum de nós sabe o que vai acontecer, mas uma coisa é certa: na Educação uma revolução transformará completamente as atuais estruturas e metodologias. Arrisco-me a dizer que logo não haverá mais vestibular e que as escolas serão espaços de lazer que promoverão uma aprendizagem real. A alfabetização ecológica, educação ambiental e sustentabilidade farão parte dessa nova fase assim como nutrição, saúde, economia, evolução da consciência, inteligência emocional e social. O conteúdo será diretamente ligado ao SER do ser humano. A competitividade será substituída pela colaboração e as hierarquias pelas lideranças. Pode parecer absurdo, mas para a década passada também parecia. Viva a Aprendizagem!